dragões em um paraíso
- Gabriel
- 2 de jan. de 2024
- 2 min de leitura

Música: Gods and Monsters - Lana Del Rey
No quarto às 10h56. Pensamentos sobre medo.
Em uma ilha, repleta de inimigos, um labirinto confuso. Cada escolha se torna um desafio. Jovem, siga por aqui. Mostre sua pior versão e nada acabará mal. Sinto que estou indo de um cara legal para um homem medroso. Tipo uma metamorfose. Ou uma dança entre o desejo de agradar e a necessidade de autenticidade. O paraíso de dragões, por sua vez, revela-se como um território misterioso, onde enfrentar desafios é inevitável, mas não necessariamente assustador.
Enquanto criaturas bondosas tentam acalmar, sinto uma dualidade entre crença e descrença. Respirar fundo é mais do que uma pausa; é um ato de coragem. Me pergunto quando poderei ligar o piloto automático, como se a vida pudesse ser simplificada em comandos pré-programados. Me vejo como um príncipe de histórias antigas, buscando resgatar a nobreza e a magia perdida na jornada.
Minha hesitação em enfrentar o lado ruim revela a busca por coragem, enquanto a pergunta sobre o final feliz demonstra um anseio por garantias em um futuro incerto. Descrever os dias como fotos analógicas, balas de morango e batata frita traz a nostalgia de momentos simples e prazerosos, um anseio por conforto. Me pego desejando por McDonald's, conchinha e respostas fáceis, como um escapismo para a complexidade da vida.
Aproximando-me dos 30 anos, ando na corda bamba, avaliando minhas escolhas e sentindo a ansiedade em relação ao futuro. A incerteza sobre quem manter ao meu lado reflete a busca por conexões significativas. Meus dedos percorrem o copo, pensando nas doses: esquecer ou lembrar quem realmente sou? O amor surge como um foco central, é o que importa agora. A esperança de enxergar as nuvens novamente representa o desejo de clareza e tranquilidade, sem obstáculos.
Que venham as pedras no caminho. E, por aí, eu vou chutar todas para fora.



















