obrigado, mar.
- Gabriel
- 23 de jul. de 2024
- 2 min de leitura

música: breathe - anna nalick
de certa forma, me sinto vitorioso.
quando você é escritor, tende a romantizar mais as coisas. esse é o meu caso. gosto de aproveitar a vida e perceber cada detalhe dela. ser adulto não arrancou isso do meu coração, mesmo que às vezes pareça difícil enxergar as coisas desse jeitinho. e, sabe, eu gosto mesmo do mar. nessa última viagem eu me permiti desconectar pra, lá no fundo, me reconectar. toda aquela brisa e as pessoas. o sol e o azul que me contaram tanta história. me disseram por onde seguir.
no banco de trás daquele táxi às 4h da manhã eu ouvi aquela música bonita que dizia pra “apenas respirar”. não dava pra ver a água, ainda era muito escuro. mas sabia que as coisas recomeçariam. e foi um “banho” de recomeço em tantos aspectos. eu tô realmente respirando mais. e naquele horizonte eu vi as coisas dando certo. porque elas dão. acho que ser adulto é perceber que as coisas recomeçam quando a gente quer (ou quando a gente não quer).
alívio é sentir que você tem um caminho inteiro pela frente. deixar o “ruim” ir embora. como se o mar te guiasse e você sentisse isso. e mergulhando naquela água azul bebê eu me encontrei de novo depois de um tempo num limbo que eu mesmo criei. foi bom me ver de novo. me fazer sorrir de novo. aprender comigo. eu sou um cara gente boa, só preciso acreditar mais nisso.
apenas respire. eu tô fazendo isso muito bem agora e me dando um orgulho danado. me impondo e me permitindo mais. acho que finalmente me coloquei como protagonista nessa história. e é bom saber disso.
obrigado por tudo, mar.
.



















